segunda-feira, 24 de março de 2014

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Francisco (6 meses) na sala de espera do pediatra

"És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo..." Caetano Veloso

Eu adoro essa música. A letra, o ritmo. Ela é deliciosa de se ouvir e cantar. É uma música leve, suave, calma, que me transmite certa tranquilidade. Por que estou falando dessa música? Porque ela fala do tempo e esse tema tem sido pertinente em minha vida desde que Francisco nasceu. Hoje, meu bebezuco tem 1a9m. Quando ele nasceu eu tinha mais tempo pra me cuidar e trabalhar do que tenho hoje. Não estou reclamando, é apenas uma constatação. Deixo de fazer muitas coisas para passar mais tempo com ele. Toda hora invento uma coisa. E é muito gostoso vê-lo interagir e brincar com as atividades que proponho. Amo passar todo esse tempo com ele. Nos divertimos muito juntos. Sempre dizem para mães de primeira viagem para aproveitarem bastante seus bebês porque o tempo passa muito rápido. Hoje acredito piamente nisso e reforço o conselho dos mais velhos. Curtam, brinquem, sorriam, se joguem no chão com seus filhos. Não tenham vergonha. Fazê-los felizes é o que realmente importa. Inté.

Chá de Bebê

Oi, oi, oi.

 

No dia 30 de janeiro, eu abri o último pacote de fraldas que Francisco ganhou no chá de bebê. Pode acreditar. Um ano e um mês depois ele começou a usar o último pacote que ganhou. Nem preciso dizer que papai e mamãe ficaram super felizes com a quantidade de fraldas. Ao todo foram 1256 fraldas P, M e G.
Fizemos um chá em casa e marido ganhou um monte no trabalho.Mas mesmo assim eu me arrependo ter pedido coisas meio que "inúteis", como mamadeira e álcoo 70%. Isso eu poderia ter comprado. Me arrependo amargamente de não ter pedido mais Hipoglós. Putz! Como essa pomadinha é cara! E se usa tanto quanto fralda.

Se posso dar uma dica pro seu chá de bebê é: peça apenas fralda e Hipoglós. "Ah, mas e lenço umedecido?" Também é caro, eu sei, mas só comecei a usar depois dos 6 meses. Até essa idade, Francisco só usava algodão umedecido na água morna da garrafa térmica. Pode acrescentar o lenço, se quiser, mas fique apenas nesses três itens.

E faça chá de bebê onde puder fazer! Igreja, trabalho, academia, condomínio. Porque quanto mais fralda melhor!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cabeleira, descabelado!

Oi, oi, oi.


Todo mundo tava chamando Francisco de menina por causa do cabelo. Aí decidimos (com dor no coração) cortar a cabeleira do menino. Quando cheguei  no barbeiro, o dono falou para não cortar porque o cabelo dele tava lindo. Desisti e saí correndo de lá. Mas na semana seguinte a confusão continuou, marido se estressou e resolveu que cortaria de qualquer jeito.

Voltamos ao mesmo barbeiro, o dono não estava lá e o filho dele cortou do cabelo do meu molecote. Ele ficou quietinho no começo, depois se mexeu, remexeu, vira, grita, chora. Deu trabalho, mas agora ele tá ainda mais bonito!

Já cortou o cabelo do seu bebê? Como foi a experiência?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Estressada sim!

Oi, oi, oi.

Sou uma pessoa nervosa desde sempre. Sou intolerante com algumas muitas coisas, falo sem pensar. Sofro da Síndrome da Sinceridade. Mas tem duas coisas que alteram totalmente meu humor matutino: me acordarem e não dormir bem. Putz! Fico irritada, mal humorada. E, sem querer, eu acabo descontando isso no Francisco. Tadinho...

Falo com ele mais rispidamente, qualquer chorinho dele me aborrece. Na minha cabeça eu tento controlar esses impulsos. Sei que é por causa do cansaço. Depois me repreendo, peço desculpas a ele, choro.
Conversar (desabafar) com Ivan (pai) me ajuda bastante. Ir pra piscina também tem me aliviado muitos nesses dias difíceis. Isso é normal? Outras mamães também passam por isso?

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Racismo



Cresci ouvindo histórias de preconceito racial. Não, meus pais não são militantes do movimento negro. Minha mãe é branca, meu pai negro e ele sofreu com o racismo por parte dos meus avós maternos. Meus pais sempre fizeram questão de nos mostrar que o amor esta acima de tudo. Que não há cor, religião, nem nada que supere a força do amor. Minha mãe tinha 13 anos quando começou a namorar meu pai que tinha 15, mas eles se conheciam desde sempre. Eram vizinhos de parede, uma casa colada na outra. Foram dez anos até se casarem. Meus avós maternos não foram ao casamento, nem acompanharam as quatro gestações da minha mãe. Somos quatro irmãos morenos e lindos de morrer. Meus pais sempre visitavam meus avós e nos levavam junto. Tivemos convívio com eles, mas não nutrimos amor, apenas respeito. Antes de morrer, meu avô pediu desculpas a minha mãe.

Por que estou contando isso? Bom, meu Francisco é branquinho como pai e por duas vezes - eu disse DUAS vezes - acharam que eu fosse a babá dele. Não foi a primeira vez que sofri com o racismo, mas agora me senti ofendida. Não por ser a babá, profissão digna como qualquer outra. Mas por eu ser negra não posso ter um filho branco? Uma senhora aqui no condomínio onde moro perguntou se eu ficava com o Francisco todos os dias e depois se eu dormia no trabalho. Foi aí que entendi. Falei que eu era a mãe dele, e ela na cara de pau, disse: "Ah, você é a mãe dele? Mas ele é tão branquinho". Nossa! Que vontade de socar a cara dela! Minha resposta foi a seguinte: "Senhora, o apartheid foi na África do Sul. Aqui no Brasil, o negro pode procriar com quem ele quiser." Dei as costas e quando a vejo de um lado do play eu vou para o outro.

A última foi no pediatra. A pergunta foi bem direta: "Você é a mãe dele ou a babá?". Fiquei mal. Chorei. Me coloquei no lugar do meu pai a trinta anos atrás. É muito triste constatar que existem pessoas que julgam pela aparência, cor, cargo, idade, nível social. Todas as babás são negras? É um requisito do cargo? Por isso chorei de novo com o que aconteceu com o Tinga, jogador do Cruzeiro. Imagino a cabeça dele, dos filhos, da família por passarem esse constrangimento. Eu, que sou super explosiva, tive reações passivas nas duas situações. Não chamei a polícia, nem me ocorreu chamá-la. Fiquei tão perplexa que travei.

Espero que o Tinga não se abale e que mostre sua força em campo. Espero não passarmos por isso de novo. Espero ter força para denunciar. Por isso, estou #fechadocomotinga.

RACISMO É CRIME INAFIANÇÁVEL.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pintando o sete

Oi, oi, oi!!!
Mais uma semana começando e cheia de coisas pra fazer. Hoje, Francisco tomou duas vacinas. Se mexeu tanto que a enfermeira acabou arranhando ele com a ponta da agulha. Ainda falta a da Hepatite A, mas o sol me venceu mais uma vez. Fica pra amanhã de manhã.
Então com esse calor vamos pra piscina? Não, porque segunda-feira é dia da limpar a coitada. Hum, me deixa pensar em alguma coisa...
Já sei! Vou fazer tinta (1 colher de farinha de trigo, 4 colheres de água e corante) e dar pro Francisco pintar a parede do quarto. Bom... Eu realmente achei que ele fosse pegar o pincel e pintar a Capela Sistina. Mas ele derramou toda a tinta no chão, deitou e rolou, lambeu e ainda reclamou da mão suja.
Olha meu moleque todo colorido!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Omelete

Oi, oi, oi.
Até os 12 meses, Francisco comia só a gema do ovo. De lá pra cá (36 dias) o pediatra liberou e  agora ele come também a clara.
Só fazia ovo cozido e um dia resolvi fazer ovo estrelado. Coloquei uma gotinha de óleo de girassol e "fritei"a gracinha. Não é que o moleque comeu e gostou?
Ontem inventei mais uma receitinha com ovo: omelete.
Receita:
ovo
cebola roxa
pimentão verde
tomate
abobrinha
Bati o ovo no mix, coloquei na frigideira com uma gota de óleo de girassol e joguei o restante por cima.
Completei o prato com batata baroa sautê  e carne moída. Delicioso e saudável (eu acho).
* Francisco ainda ta enjoadinho por causa do resfriado e não comeu tudo.
** Pra não jogar fora, eu comi a omelete com pão preto.
Beijo nas crianças <3